quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Renato Russo

REPRODUÇÃO



Por Amanda Borba.
Ontem se completou 15 anos da morte de Renato Russo. Eu tinha oito anos de idade e lembro que não entendi muito bem a notícia da sua morte, até porque não o conhecia. Porém só fui entrar em contato com a obra do Legião Urbana no final da adolescência. E vamos combinar, é quase como um ritual de passagem escutar Legião na puberdade. Até hoje, todo adolescente tem que curtir a banda. Quem não gostar é considerado um extraterrestre. Talvez por isso eu não escute muito o Legião Urbana. Me lembra demais a minha adolescência e pra falar a verdade ela não foi lá aquelas coisas.

Pra variar, no início eu odiava o Legião Urbana. Achava o Renato Russo um chatão, assim como todas as suas músicas. Detestava aquele “jeito Jerry Adriani de cantar” e aquela batidinha de violão manjada que deixavam quase todas as músicas iguais. Também sempre achei idiota a forma como muita gente tratava (e ainda trata) o Renato Russo e as composições do Legião Urbana. Essas pessoas conseguiam transformá-lo em algo chato, careta, profético e messiânico. Muito superestimado. Um porre total. Por isso durante muito tempo não me interessei em escutar a banda.

Mas tudo mudou quando ouvi a música Monte Castelo. Bicho, fui pega de jeito. Era tão sublime. De uma elevação espiritual impressionante. Fiquei apaixonada pela canção e pensei: “aí deve ter ouro escondido”. Fui atrás e depois de ouvir várias músicas cheguei a conclusão que Legião Urbana continuava sendo tudo aquilo que eu pensava, mas que também era muito legal. As letras das músicas eram inteligentes. A partir daí, passei a escutar a banda com mais frequência (hoje nem tanto) e desde então tenho algumas canções que considero especiais.

Sobre o Renato Russo, acho apenas que ele era um sujeito confuso e muito sorumbático. É fácil perceber toda essa obscuridade quando escutamos uma canção do Legião e temos vontade de cortar os pulsos. É tudo muito down e depressivo. Nota-se que as composições refletiam o estado de espírito constante de Renato Russo.

Mas é isso aí. Nunca me identifiquei com o Renato e com o Legião Urbana, mas reconheço as coisas boas que fizeram. Porém não me peçam para escutar Faroeste Caboclo, senão eu durmo ou vou embora... rsrsrs


Monte Castelo


Daniel na cova dos leões

Tempo Perdido


Ainda é cedo

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