terça-feira, 9 de agosto de 2011

No cinema com a Rê: o olhar em cenas.

As Horas (The Hours)

Por Renata Pereira.

REPRODUÇÃO
Direção: Stephen Daldry

Elenco: Meryl Streep, Julianne Moore, Nicole Kidman e outros.

Sinopse: Três épocas, três mulheres em três histórias se mesclam e se transformam pela influência de uma grande obra literária. A primeira é Virgínia Woolf, que vive num subúrbio londrino nos anos 20, lutando contra a insanidade enquanto começa a escrever seu primeiro grande romance, A Senhora Dalloway. As outras mulheres, a dona de casa Laura Brown, de Los Angeles, nos anos 40 e a editora Clarissa Vaugan, nos dias de hoje, em Nova York, enfrentam situações diferentes entrelaçadas pelo livro que Virgínia escreveu, fundindo-se num final surpreendente.

- Oscar de Melhor Atriz em 2003 para Nicole Kidman.


Este filme mostra um pouco do universo depressivo e sofrido de Virgínia Woolf. 

De forma angustiante, podemos acompanhar um pouco do processo de criação dela, neste caso, como elo entre as três histórias, temos o livro A Senhora Dalloway, que foi escrito por Woolf. 

Aqui, as vidas se entrelaçam e se unificam de uma forma surpreendente. 

Podemos conferir o sofrimento de Woolf se repetir nas histórias que se cruzam, pois todas apresentam um ponto em comum: um vazio, uma angústia, um sofrimento profundo e devastador que toma conta delas, cada uma a sua maneira. 

Durante o filme, uma fala de Laura chama a atenção quando diz em algum momento, definindo o livro que está lendo: “... Ela é boa anfitriã e tem muita autoconfiança. Ela vai dar uma festa. 

Como ela é muito autoconfiante, todos pensam que ela está bem, mas não está...”. 

As pessoas, com certa frequência, pensam muitas coisas sobre o outro e julgam sem saber nada a respeito. 

Um drama com forte teor existencial, intenso e angustiante em alguns momentos. 

Complexo.

Porém, excelente filmagem e tradução de palavras e sentimentos em imagens. 

Muito bom. Vale à pena conferir.






Renata Pereira é psicóloga e ama cinema!

Assiste de tudo, de obras "cult" até os lançamentos mais recentes da "indústria" cinematográfica.

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