quinta-feira, 28 de julho de 2011

Paula no R.H.

Estágio ou Trainee?

Por Paula Veber






Você que está realizando sua graduação já deve ter ouvido falar sobre estágio e trainee. Mas, você sabe a diferença? E qual será a melhor opção entre os dois e vantagens de cada um?

Estágio é definido como a oportunidade de aplicar seus conhecimentos de graduação na empresa. 

Ou seja, você se desenvolve no ambiente corporativo, aprende, erra, cresce e se a oportunidade atender às suas expectativas e você as oferecer à empresa, possui a possibilidade de efetivação. Esse tipo de contratação é realizada com estudantes que recebem bolsa auxilio e benefícios previstos por lei (Auxilio Refeição, Assistência Médica, Seguro de Vida) para desempenhar suas funções. O inicio de carreira não oferece vinculo empregatício nem registro profissional.

Existem duas formas do profissional ser contratado em uma empresa como estagiário: a primeira, se dá  através de um programa de estágio, no qual concorrerá com alto número de candidatos, tão bem preparados quanto ele, passará por várias etapas e percorrerá um projeto no decorrer do programa. A outra forma é que pode surgir uma oportunidade esporádica na empresa e o profissional concorrerá com outros candidatos, porém, passará por menos etapas em ambiente menos competitivo.

Já o programa trainee oferece desenvolvimento profissional programado a jovens recém formados (normalmente até dois anos após a conclusão da graduação) ou estudantes do penúltimo e último anos. Entretanto, esses profissionais terão vínculo empregatício, ou seja, serão funcionários registrados de acordo com a CLT e receberão todos os benefícios que a empresa contratante oferecer. Os trainees oferecem desenvolvimento para oportunidades técnicas ou até gerenciais.

As duas opções são válidas e podem abrir futuras portas, pois, afinal, a performance do profissional é o que garantirá sua permanência na empresa. 

É importante saber que o domínio no pacote Office da língua estrangeira (normalmente, inglês) já tornou-se um requisito indispensável, mas, é mais comum encontrar esta última exigência nos programas de estágios. Entretanto, dificilmente você encontrará um programa de trainee ou oportunidade semelhante que não  solicite o conhecimento ou domínio da língua estrangeira. Como essa vaga conta com muito investimento por parte das empresas no desenvolvimento do profissional, logo, as corporações exigem excelente preparação por parte do candidato. 

Ah, Paula... mas eu não tenho experiência alguma, onde posso encontrar meu diferencial? Além do inglês, você pode realizar Iniciação Científica, estudo de caso, pesquisas científicas ou publicações de artigos durante o período que estiver cursando a graduação na Universidade. Desenvolva sempre formas de demonstrar seu interesse pela carreira.

Acho importante as duas experiências, tanto a de estagiário como a de trainee, eu por exemplo, só tive a oportunidade de estagiar e logo após o meu período de estágio fui efetivada, porem, tive a sorte de conhecer as inúmeras áreas da empresa em que trabalho e “brinco” com meus gestores dizendo que fui praticamente uma trainee, fui moldada para atender as necessidades da empresa.

O profissional em início da carreira deve pensar no que quer pra sua carreira e, então, traçar seus objetivos. Deve decidir se enfrentará um processo de estágio ou trainee, lembrando que existem empresas que oferecem a oportunidade de estagiários concorrerem às oportunidades trainees, pois, vale mais a pena investir em alguém que já conhece as politicas, as práticas e o ambiente da empresa.

Boa sorte,

Abraços!








Paula Veber é psicóloga e Consultora em Recursos Humanos.

Tem dúvidas sobre algum assunto relacionado a R.H.?  

Escreva para ela: psicoisinhas@gmail.com



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dicionário de símbolos

Abutre



Morte, agente regenerador, purificador, mago,  divindade de abundância,  fecundante,  fertilidade, abundância, transmutação, ressurreição,  pássaro adivinhatório.


O abutre real, devorador de entranhas, é um símbolo de morte entre os maias.


Mas, por alimentar-se de corpos em decomposição e de imundícies, também é considerado um agente regenerador das forças vitais contidas na decomposição orgânica e em resíduos de todo o tipo, ou seja, um purificador, um mago que garante o ciclo da renovação, transmutando a morte em vida.

No simbolismo cosmológico, está associado aos signos de água, como é o caso do calendário maia e de que governe as preciosas tempestades da estação seca, assegurando a renovação da vegetação e, por isso, tornando-se uma divindade de abundância.


Por essas mesmas razões está associado ao fogo celeste, purificador e fecundante.

É na África, como na América, um símbolo de fertilidade e de abundância, em todos os planos da riqueza: vital, material e espiritual.

O abutre é por vezes identificado com Ísis,   nos  Textos   das Pirâmides.

É na noite, nas trevas, na morte, que a deusa abutre reanima a alma, que ressuscitará na madrugada.


Muitas vezes na arte egípcia, o abutre representa o poder das Mães celestes. Absorve os cadáveres e novamente dá a a vida, simboliando o ciclo da morte e da vida numa perpétua transmutação.

Nas tradições greco romanas, o abutre é, um pássaro advinhatório, um dos consagrados a Apolo, porque seu vôo, como o do cisne, o do milhano e o do corvo, oferece pista a presságios.

CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009. p. 9.

domingo, 24 de julho de 2011

Amanda Comenta

Campeón! Vamo arriba la Celeste!

 

Reprodução
Uruguai campeão da Copa América de 2011. Em pé: Forlán, Muslera, Lugano, Cáceres, Coates e Suárez.  Agachados: Pereira, Pérez, Arévalo, Pereira e González.


E a Copa América voltou para as mãos de seu primeiro campeão. Em um Monumental de Nuñez lotado, a Celeste venceu o Paraguai por três a zero e conquistou pela 15º vez a América, tornando-se a seleção com mais conquistas.

Os charrúas fizeram valer o seu favoritismo e jogaram como leões. Não deram a menor chance para os paraguaios. Destaque para a atuação de Luis Suárez que merecidamente ganhou o prêmio de melhor jogador da competição. Aliás, cá entre nós, como esse Luisito é bom de bola!


Reprodução
Forlán repetiu o feito de seu avô e de seu pai. Ele é neto de Juan Carlos Corazzo que foi o técnico campeão da Copa América de 1959. Seu pai é o Pablo Forlán, ex-jogador do São Paulo e do Peñarol e que venceu a Copa América em 1967.


A única coisa que faltou e que gostaria que tivesse acontecido na final era um gol de Diego Lugano. Mas, em contrapartida, tive o prazer de vê-lo levantando a taça como capitão uruguaio.

É muito bacana ver uma seleção com tanta história no futebol voltar a ser campeã. Continuo achando que isso não é o renascimento do futebol uruguaio como muita gente pensa que é. Pelo contrário, as coisas continuam as mesmas. Mas ver o Uruguai contrariando qualquer expectativa não tem preço.


Reprodução
Uruguai, campeão da primeira edição do Sul-Americano, antiga Copa América, em 1916, na Argentina. Em pé: Pascual Somma, Miguel Benincasa, José Piendibene, Cayetano Sporiti, Alfredo Fogolino e Manuel Varela. Agachados: Juan Delgado, Alfredo Zibechi, Rodolfo Marán, Isabelino Gradín e José Tognola.


Parabéns ao Uruguai e a todos que torceram e se sentiram felizes por sua vitória. Dale Celeste!

P.S. Vejam homens de pouca fé: “La Mano de Dios” de Suárez na Copa do Mundo de 2010, o Brasil perder quatro pênaltis contra o Paraguai, e o Uruguai sendo campeão da América são os sinais da profecia se concretizando. O retorno do “Maracanazo” acontecerá em 2014. Quem viver verá! Aguardem infiéis!


Esta é mais uma canção em homenagem a Celeste. Interpretada pelo musico e compositor uruguaio Jaime Roos.  




sexta-feira, 22 de julho de 2011

Amanda comenta

Uruguay Nomá!

 

Reprodução
La Celeste


Olá caríssimos leitores!

A Copa América está chegando ao seu final e veremos charrúas versus guaranis no próximo domingo. O Uruguai que já havia estragado a festa argentina (para a minha desilusão), tratou de despachar a seleção peruana. Enquanto isso a seleção guarani, com o seu fortíssimo ritual dos empates, mandou para casa “La Vinotinto”, colocando um ponto final em sua “revolución bolivariana” na Copa América.

Como todos podem perceber uma “onda celeste” invadiu a “Terra Brasilis”. E pelos mais diversos motivos. Seja por simpatia, por ter um uruguaio no seu time de coração ou mesmo por amar a história do futebol uruguaio. Mas o que mais está encantando muitos brasileiros são a velha raça e garra uruguaia. Aquela raça que não existe na atual geração da minha querida Albiceleste e que nunca existiu na seleção Canarinho.

Reprodução
Como sugerido pelo meu amigo Tiago, eis o Lugano chegando junto na canela do adversário. MITO!

Como já li em muitos lugares, a seleção uruguaia não é apenas um time de futebol. É a representação máxima de um país.

Para nós brasileiros um quarto lugar em uma Copa do Mundo é indiferente, já que nos consideramos os melhores do futebol, os “reis do esporte bretão”. Mas para os uruguaios que, no entanto, não se gabam de serem os melhores em alguma coisa, isso significa muito. O uruguaio, graças a sua seleção, voltou a sonhar, voltou a se sentir importante aos olhos do mundo. Este país comemorou, soltou fogos, celebrou, bebeu e festejou a volta do orgulho de uma nação.
                                                                                                                     
Não é a toa que os uruguaios são chamados de charrúas. Para quem não sabe, charrúas eram indígenas habitantes da região do território uruguaio, do sul do Brasil e do norte da Argentina.


Reprodução

Lugano e seu olhar psicopata. A qualquer momento ele tira uma peixeira da cintura e sai matando todo mundo. MONSTRO SAGRADO DA ZAGA!


Além disso, os uruguaios ufanam-se de sua ascendência charrúa, principalmente, por causa da personalidade indomável desses índios. Tanto que desapareceram como tribo sem nunca terem sido catequizados ou “civilizados”. Com o tempo a palavra "charrúa" foi adquirindo para os uruguaios uma simbolização de valor, de força, de firmeza, de orgulho aguerrido, de vitória bélica no esporte, assim como acontece com a palavra araucano para o Chile e azteca para o México.

E essa personalidade indomável, vemos em seus jogadores e em sua pequenina população. Tanto que nos últimos anos, os uruguaios decidiram despachar do poder os tradicionais blancos e colorados e tentar uma vida mais digna com o partido Frente Amplio de Tabaré Vásquez e de José Mujica, os primeiros presidentes de esquerda da história do país.

Reprodução
Óbvio que não poderia faltar o Lugano mandando um sarrafo em alguém com a camisa do Tricolor Paulista. LUGANO CHUCK NORRIS!

E assim também são os jogadores. Quem viu a Copa do Mundo e está vendo a Copa América sabe do que estou falando. Quem não vibrou com Luis Suárez quando Gyan, jogador de Gana, errou o pênalti após o próprio jogador uruguaio ter defendido com as mãos a bola que desclassificaria a Celeste? Quem não admirou a superação uruguaia no jogo contra a Argentina tendo um jogador a menos e mesmo assim jogando de igual para igual? Quem não se encanta com aqueles carrinhos sensacionais e cheios de vontade dos jogadores uruguaios?

Eles podem não ser melhores que Brasil e Argentina, que por sinal sempre tiveram um futebol mais vistoso e bonito de se ver. Mas o Uruguai tem uma coisa que está em falta tanto para brasileiros como para argentinos: a alma. A Celeste tem um time com alma de vencedor, de amor à camisa, de comprometimento e de superação. Isso foi, é e sempre será o Uruguai.

Hoje o Uruguai não precisa mais esperar que os espíritos de Manco Castro e Obdúlio Varella “baixem” em alguém. Lugano e “Ruso” Pérez são os legítimos representantes da “Garra Charrúa”.

Por fim, desde o início o Uruguai era o meu favorito para ganhar a Copa América. Fiquei um pouco desconfiada com o início, mas hoje acredito mais do que nunca no Uruguai. Sei que lutarão como leões contra os paraguaios. Por isso, neste domingo, soy Celeste.

Esta é uma canção em homenagem a Celeste, interpretada por Canário Luna. Escutem esse delicioso ritmo uruguaio, a murga.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dicionário de símbolos



Abstinência



Penitência, expiação, caminho para a interioridade.


Na tradição cristã, à ideia de purificação, através da renúncia em consumir sangue, acrescenta-se a de penitência e expiação.

O sangue, símbolo dos impulsos carnais, é considerado como a principal fonte do pecado; a expiação, portanto, consistirá em abster-se de beber dessa fonte, em renunciar ao pecado em sua própria origem.

A vida será concentrada nas fonte espirituais, nas relações com o divino, o não manifesto.

A abstinência, nesse duplo aspecto purificador e expiatório, surge como um caminho para a interioridade.

Fonte: CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009. p. 8 


terça-feira, 19 de julho de 2011

Paula no R.H.


Você foi contratado! Parabéns, mas, e agora?




Olá, queridos leitores!

Vocês já elaboraram aquele currículo sucinto e com informações importantes e claras, já passaram por Dinâmicas de Grupo, Entrevistas por Competências e com gestores, talvez foram avaliados através de algum teste e, então, recebramm aquela ligação tão esperada dizendo, “você foi aprovado no processo seletivo, traga a documentação tal dia, pois seu inicio será dia x”?

Oba!! 

Que noticia maravilhosa!

Entretanto, quando essa situação ocorre, sempre bate aquele frio na barriga, independente do candidato ter procurado uma oportunidade melhor, pois, empregado, não estava satisfeito no atual emprego ou por buscar uma recolocação, já que estava disponível no mercado.

Mas por que será que esse "medo" vem mesmo? 

Nós, seres humanos, estamos em constante evolução, mas, não somos devidamente  preparados em nenhuma das nossas etapas de vida, para o desconhecido, seja no que diz respeito à primeira vivência profissional ou à décima.

O que não é conhecido assusta e nos deixa inseguros.

Mas, se fomos aprovados, logo, gostaram do nosso perfil e acreditam que atenderemos às expectativas da empresa, certo? Mas, quais são essas expectativas? 

Em toda e qualquer empresa, existem as “competências” gerais que são esperadas e sempre bem vistas e são independentes do ramo de atuação de cada uma. 

Entre elas, estão o comprometimento, a responsabilidade, postura, pro atividade, pontualidade e  respeito ao colega e ao ambiente de trabalho.

As empresas esperam que o profissional recém contratado assuma pra si todas as atividades que lhe propuserem e com isso, o mesmo poderá mostrar responsabilidade e comprometimento.

A postura do novo colaborador inclui a vestimenta adequada para o tipo de cargo que ocupa, vocabulário e forma de comunicação apropriados para o grupo com o qual trabalhará.

O profissional será bem observado no inicio de suas atividades, pois, os gestores que o contrataram desejam ter certeza que não se enganaram.

A a postura conta muito, contra ou a favor do profissional, e, logicamente,  vai de acordo com o a função para qual foi contratado. Por exemplo, se o profissional atua com vendas, esperam que seja mais comunicativo, ou, se atua na área de telemarketing, que tenha uma boa comunicação verbal, ou, se ocupa a função de secretária, que seja simpática e organizada. Entretanto, os exageros, em todas as funções ocupadas, podem desagradar.

Pro atividade, no meu entendimento, é sinônimo de iniciativa, é o mostrar-se disponível, interessado e capaz de buscar soluções para aquilo que ainda não foi solucionado, situações estas, que as vezes nem eram de responsabilidade direta do profissional. 

É o assumir a responsabilidade frente aquilo que lhe foi apresentado no ambiente de trabalho.

Pontualidade mais uma vez! 

Ela vai estar sempre no meio corporativo. O profissional deve ser pontual, pois, isso demonstra, mais uma vez, a maneira com a qual o mesmo encara a empresa, bem como, transmite aspectos como responsabilidade e comprometimento.

Respeito no ambiente de trabalho também é imprescindível!

Cá entre nós, respeito é algo que deve fazer parte de nossa vida em todas as nossas relações, sendo corporativas ou não.

Respeito, a meu ver, é uma das bases para o sucesso, pois, “respeito é bom, e eu gosto”.

Na verdade, todos gostam e esperam ser respeitados e isso só irá mostrar a maturidade do profissional, bem como o fato de saber trabalhar em equipe e saber ouvir e discutir ideias, pois, quando se respeita a opinião dos demais profissionais, a troca de informações, experiências e ideias fluem de maneira natural.

Foram algumas dicas para aqueles que estão iniciando e para aqueles que estão participando de processos e, logo, passaram por essa situação.

Um forte abraço!






Paula Veber é psicóloga e Consultora em Recursos Humanos.

Tem dúvidas sobre algum assunto relacionado a R.H.?  

Escreva para ela: psicoisinhas@gmail.com




segunda-feira, 18 de julho de 2011

Amanda comenta

Adios Muchachos!


REPRODUÇÃO

Pois é, não será desta vez que a minha querida Albiceleste sairá da fila de títulos.

Neste sábado, jogando em casa, a Argentina foi eliminada pela seleção uruguaia, nos pênaltis, pelas quartas-de-final da Copa América.

Para mim, uma GRANDE tristeza, pois queria que este jogo tivesse sido a final, porém com a vitória da Argentina, é claro.

Achei um jogaço no que diz respeito à emoção e a dramaticidade. Quase enfartei de nervoso na hora dos pênaltis.

A partida teve todo um clima de decisão. Afinal de contas, Uruguai e Argentina fazem o maior clássico sul-americano de seleções e talvez do mundo.

Com o resultado final, a sensação de todos que torcem pela Argentina, assim como eu, é de frustração.

A seleção argentina fez uma péssima Copa América. Fez jogos medíocres com Bolívia e Colômbia, e mostrou alguns bons momentos na vitória contra a seleção da Costa Rica. Porém é necessário lembrar que a seleção costa-riquenha era praticamente todo o seu time sub-23.

É difícil ter que admitir isso, mas desde que me tornei torcedora da Argentina, essa geração é a mais horrorosa que eu já vi jogar. Sem padrão de jogo, do meio pra trás é um desastre, não tem zaga, não tem laterais e o goleiro, por mais que não tenha comprometido, é mediano. O ataque, que é o ponto mais forte da equipe, também teve alguns jogadores que decepcionaram. Sem contar Sergio Batista que é um técnico ridículo, muito ruim.

A única exceção foi Lionel Messi, que começou um pouco apático, mas que fez excelentes partidas contra Costa Rica e Uruguai. Aliás, mesmo quando não brilha, ele é sempre o melhor jogador da seleção.

Ver e escutar pessoas falando mal do Messi, dizendo que “ele só sabe jogar no Barcelona”, que “não jogou nada pela seleção”, que “não é argentino” e um monte de baboseira, pra mim é um absurdo sem tamanho. Tenho vontade de mandar todos para a guilhotina.

Na Copa do Mundo ele foi o melhor jogador da Argentina, quase todas as jogadas de gol eram dele, mas como não fez gols e a seleção argentina foi eliminada de maneira humilhante pela Alemanha, muita gente acha que ele não jogou nada. E olha que ele ficou entre os dez melhores. Aliás, se a Argentina chegasse entre as quatro melhores seleções, tenho quase certeza que Messi teria grandes chances de ser escolhido o melhor jogador do mundial tranquilamente.

Mas como isso não aconteceu, infelizmente, é fogo ter que escutar comentários toscos de pessoas que nem prestam atenção no que estão assistindo. Comentam essas coisas simplesmente pelo prazer de falar mal.

É óbvio que o Messi e qualquer outro jogador sempre jogarão melhor pelo clube. Os clubes são melhores que as seleções, sem contar o entrosamento. Mas é injusto dizer que ele não joga bem, pelo contrário, já vi ótimas atuações de Messi pela Argentina.

Além disso, ele não tem culpa da incompetência alheia. Nesta Copa América mesmo, deixou Agüero, Di María, Tevez, Lavezzi e Higuain 500 vezes na cara do gol, com jogadas e passes estupendos.

E outra coisa, também encheu o saco esse papo de “Tevez, o jogador do povo”. Gosto muito do Carlitos, mas seu rendimento nesta Copa América foi pífio. Nem de longe lembrava o raçudo e valente Carlitos Tevez.  Quero deixar claro que não estou criticando o fato de ele ter perdido o pênalti, até porque qualquer um poderia ter perdido, tanto do lado argentino como do lado uruguaio. A questão é que enquanto muitos massacraram Lionel Messi dizendo que ele é “mais espanhol do que argentino” (se isso fosse verdade, ele teria escolhido jogar pela Espanha e não pela Argentina), Tevez, o “queridinho do povo”, foi muito mal na competição.

A Argentina teve 90 minutos mais a prorrogação para vencer o Uruguai. Sem contar que durante 48 minutos jogou com um jogador a mais. Sua atuação no segundo tempo foi patética, enquanto que a seleção uruguaia mostrou superação e garra o tempo todo, criando algumas boas oportunidades de gol.

O fato é que pela “bolinha” apresentada na Copa América, a seleção argentina mais cedo ou mais tarde cairia. Era a “crônica de uma morte anunciada.

É duro ver a decadência do futebol argentino que não é nem sombra do que já foi. Saudades do jogo bonito, com troca de passes envolventes, da raça e da catimba argentina que irritava os seus adversários. Saudades da VELHA ARGENTINA com grandes goleiros, zagueiros ótimos e sanguinários, como nos anos 70 e 80, e de um time inteligente tanto tática como tecnicamente. Que falta fazem os cabeludos bons de bola e malandros!

Infelizmente, o que vejo hoje é uma equipe sem alma.

Com a eliminação da Argentina, só me resta torcer pela Celeste Olímpica de Lugano e Forlán. Mas confesso que, para mim, a Copa América morreu.



“Adios Muchachos”, música de 1928. Carlos Gardel, “El Rey del Tango”.


“La Cumparsita” é o mais famoso tango do mundo e uma das canções mais executadas mundialmente. Foi escrita pelo uruguaio Gerardo Matos Rodriguez no ano de 1917, em Montevideo, Uruguai. Em 1998 foi declarado hino cultural e popular do Uruguai. Esta é uma versão da orquestra do músico argentino Alfredo de Ángelis.









quarta-feira, 13 de julho de 2011

Amanda comenta

Por que a Argentina?

                                REPRODUÇÃO


Por Amanda Borba


Olá, caríssimos leitores!


Muitos devem estar estranhando o título do post. Mas calma, eu vou explicar.


Quem acompanha o blog já deve saber que torço pela seleção argentina, mesmo sendo brasileira.


O fato é que muita gente se surpreende quando toma conhecimento desta minha predileção e sempre acabo escutando a mesma coisa: “Mais justamente a Argentina? Você não é patriota! Eu sou brasileiro e torço pelo Brasil sempre".


E sempre que escuto isso me dá uma preguiça enorme em responder. Parece que estou escutando o slogan da ditadura “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Por isso resolvi escrever sobre isso.


Além de torcer pela Argentina, também tenho muito simpatia pela seleção italiana e pela seleção uruguaia. Mas nada que se compare a minha admiração pelo futebol argentino.


Eu torço pela Albiceleste desde os 11 anos de idade. Antes, confesso, eu a detestava. Estava totalmente influenciada por aquela “rivalidade” propagada pela mídia e principalmente pelo chato do Galvão Bueno. Ainda hoje vemos isso em propagandas de cerveja durante a Copa do Mundo. Patético.


Bom, naquela época uma das coisas que mais me aborrecia era ver que, na maioria das vezes, o Brasil perdia para a Argentina. Perdia no Sub-20, perdia para a seleção principal e nas competições sul-americanas os times argentinos arrebentavam os clubes brasileiros.



Para completar, meu pai sempre torceu pela seleção argentina. Tanto que ele não torce por nenhum clube brasileiro. Sua simpatia clubística é voltada para o Independiente de Avellaneda e para o Boca Juniors.


Além disso, meu pai sempre foi um admirador do estilo “toco y me voy” e que hoje ele identifica perfeitamente no jeito de jogar do Barcelona. Com muito entusiasmo, o meu velho continua discorrendo sobre times históricos e grandes jogadores argentinos.


Com tanta influência ao meu redor, não resisti. Meu ódio foi se transformando em amor, em admiração. No início tinha vergonha em falar que gostava da Argentina, mas depois não deu mais pra segurar.


E lembro perfeitamente o dia em que me tornei oficialmente torcedora da Albiceleste. Foi num amistoso entre Brasil e Argentina, no Maracanã, em 1998. A Argentina venceu o Brasil por um a zero, gol de Cláudio Lopez. Uma parte do estádio aplaudiu e a outra parte se calou. Pra mim foi o mesmo que estar no paraíso. Comemorei demais.


Outra grande responsável por esta troca foi a geração de Batistuta, Ortega, Verón, Redondo, Sorín e Simeone. A técnica e a raça argentina me encantavam. Nunca consegui gostar e me identificar com jogadores como Ronaldo, Romário, Cafú, Roberto Carlos e tantos outros. A única exceção era o Rivaldo, que, para mim, sempre foi um cracaço e o jogador mais importante da seleção brasileira nos últimos anos. Seu futebol sempre me encheu os olhos.


Pouco tempo depois, fui arrebatada pelo belo futebol do Boca Juniors de Carlos Bianchi. Durante os anos 2000, eu assisti, admirada, o Boca dar um show de bola no Palmeiras, no Santos, no Cruzeiro, no Grêmio, no Inter e até mesmo no meu São Paulo. Era demais.


O fato da mídia brasileira e da pachecada sempre achar que somos os melhores de todos e que quando o Brasil perde é porque jogou mal ou então porque aconteceu alguma maracutaia, além de desmerecer sempre o adversário, também me irrita profundamente.


Acho que a minha geração, que viu o Brasil chegar a três finais de Copas do Mundo, vencendo duas e ganhando com mais frequência a Copa América e outros torneios, está muito mal acostumada.


Essa geração teve a “sorte” de não ver o jejum de 24 anos da seleção brasileira em mundiais. Aliás, esse jejum também colaborou com o fato de Ayrton Senna ter se tornado o maior ídolo esportivo deste país. Mas essa idolatria toda com o Senna também têm outros fatores. Outro dia comento mais sobre isso.


Até aqui acho que ficou claro o motivo de minha torcida pela Argentina.


Sobre o fato de ser patriota, digo que sou terráquea antes de qualquer coisa. Não é porque eu torço pela seleção de FUTEBOL de outro país que detesto o Brasil. Pelo contrário, eu amo o país em que eu nasci, gosto muito da diversidade cultural brasileira e de suas belezas naturais. O Brasil tem muita coisa legal. Porém, infelizmente, também existem situações que eu detesto demais.


Ser patriota é ser de fato um cidadão brasileiro. É ajudar o seu país a ser cada vez melhor. É defender os avanços sociais, políticos, culturais e os direitos humanos.


Ser patriota não é somente torcer por uma seleção de futebol, vestir verde e amarelo em época de Copa do Mundo e odiar tudo que esteja relacionado à outra nação. Isso se chama patriotada.


Também não acho que tal país é melhor que o outro. Cada um com suas peculiaridades. Gente bacana e gente imbecil nós encontramos em todos os lugares deste planeta.


Pra mim, o futebol é como a música, é universal. Não vou deixar de gostar do futebol do Maradona, do Zidane, do Messi só porque eles não são brasileiros. Também não sou obrigada a achar que o Pelé é o “rei” do futebol só porque eu sou brasileira. Pra mim ele não é e ponto.


Infelizmente, o futebol argentino anda caindo pelas tabelas. Apesar de continuar mostrando grandes talentos ao futebol mundial, não apresenta mais aquele belo toque de bola e sua envolvente troca de passes. A “raça argentina” também não é mais a mesma de outros tempos. E me entristeço ainda mais com o fato da geração que me encantou não ter conquistado nenhum título mundial.


Com a globalização do futebol, muitas coisas estão mudando. O fato é que nos últimos anos, mesmo com o longo período de jejum da Argentina, o número de adeptos da seleção albiceleste anda crescendo assustadoramente no Brasil. Em São Paulo, é cada vez mais comum ver rapazes e moças com camisas da seleção argentina andando pelas ruas. Messi e Tevez são os preferidos.


Depois desta tentativa de explicar a minha preferência pela Argentina, finalizo este post citando o nome de uma comunidade do Orkut na qual muitos brasileiros participam: “Eu torço pra Argentina e daí?”.




Este é um comercial da cerveja Quilmes apoiando a seleção argentina. Acho essa propaganda muito bonita. E como bem comentou um mexicano, este comercial representa todas as pessoas que vivem de trabalho honrado e digno. A cerveja, o produto anunciado, passa a ser apenas um detalhe insignificante.


“Cancion para carito”, escrita pelo músico, compositor e intérprete popular argentino Leon Gieco e interpretada de forma fenomenal pela grande cantora argentina Haydée Mercedes Sosa, “La Negra”. Emocionante.

Dicionário de símbolos



Absinto







Amargura, dor, perfume, poderes tonificantes, estrela decaída, corrupção das fontes de vida. 



Por designar a ausência de doçura, esta planta aromática simboliza a dor, sob a forma de amargura e, em especial, a dor provocada pela ausência.

Entre os gregos antigos, servia para perfumar os vinhos e os latinos utilizavam-na para suavizar a sede dos atletas. Acreditava-se que a beberagem feita com absinto tivesse poderes tonificantes.

Segundo as interpretações  de exegetas cristãos, a queda da estrela Absinto (Apocalipse 8.10-12) seria um desses cataclismas cósmicos que prenunciarão o Grande Dia de Deus.

Essa estrela decaída (que perdera a graça divina) atormentará os habitantes da Terra com uma amargura mortal. 

Esse tormento e esses mortos provirão de águas que se tornaram amargas.


Se, se levar em consideração a simbólica geral da água, fonte primordial da vida, fica-se propenso a interpretar esse absinto como uma calamidade que cai do céu e corrompe as próprias fontes da vida.

O absinto talvez simbolize uma perversão da pulsão genésica, uma corrupção das fontes, de águas que se tornaram amargas.

Fonte: CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009. p. 8.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Paula no R.H.

Minha carreira




Por Paula Veber

Olá, queridos leitores!

Hoje gostaria de dividir com vocês minha história no RH. 

Quando iniciei minha graduação morava no Rio Grande do Sul.

A universidade na qual estava matriculada oferecia um amplo leque de conhecimento nas diversas áreas da Psicologia. 

Ainda no primeiro ano tive a chance de estagiar por seis meses em um fórum e ter contato com a área de Psicologia Jurídica. Confesso que me apaixonei pelo trabalho que era voltado para atendimento a vitimas de violência, em especial, crianças, mas, também atendia outras demandas.

Ao termino do estágio estava certa que esta seria minha área de atuação. 

Por motivos particulares, mudei para a capital do estado de São Paulo e acredito que essa mudança foi o que me proporcionou mudança de interesses, pois, acredito que não teria iniciado em R.H. caso me mantivesse em Porto Alegre.

Trabalhei com Departamento Pessoal por dois anos e gostei da experiência, o que me serviu de base para  atuar em R.H. posteriormente, pois, o D.P. é um dos departamentos mais completos de uma empresa, o que também possibilitou contato (mínimo) com processos de seleção.

Quando saí dessa empresa surgiu a oportunidade de atuar como estagiária de Psicologia em uma Consultoria em R.H., mas, não possuía ainda muita noção de como isso seria, pois, até então, não havia tido contato com a disciplina na faculdade. 

Como estagiária aprendi todas as etapas, técnicas e  tipos de abordagem que envolvem o processo seletivo.

Costumo comentar que essa vivência como estagiária foi imprescindível para minha carreira e para meu desenvolvimento, pois, aprendi muito e pude conhecer melhor a área e me apaixonar por ela.

Acredito que a atuação do psicólogo em R.H. também é clínica, pois, como profissionais, devemos possuir o feeling necessário para tentar conhecer bem o profissional que estamos avaliando.

Durante meus dois anos de estágio conheci todas as atividades de uma consultoria, me aprimorei em algumas técnicas e quando o período de estágio terminou, fui efetivada. 

Trabalho, desde então, com seleção de estagiários e trainees, e, apesar de já ter tido a oportunidade de atuar com seleção de diversos níveis, já ter trabalhado com mapeamento de mercado e qualidade, foi nessa área que me encontrei! 

Selecionar jovens que estão no inicio da carreira e poder orientar, acompanhar o desenvolvimento, ver o crescimento a cada etapa e poder vibrar com a aprovação, é muito gratificante quando isso acontece.

Enfim, contei um pouco da minha trajetória e acreditem, sou muito feliz com o que faço e  hoje eu sei que escolhi certo minha área profissional e só posso deixar um conselho: invista em sua carreira! 

Acredite  naquilo com o que se identificar, corra atrás e boa sorte!!

Um grande abraço.





Paula Veber é psicóloga e Consultora em Recursos Humanos.

Tem dúvidas sobre algum assunto relacionado a R.H.?  

Escreva para ela: psicoisinhas@gmail.com