sexta-feira, 17 de junho de 2011

PSICOmusiconas: as canções mais "Freud explica" do mundo!


Por Andréa Araújo



REPRODUÇÃO
Cordel do Fogo Encantado é uma extinta banda pernambucana que quase todo mundo conhece. 

Leia artigo da Revista Rolling Stones sobre o fim do grupo em fevereiro de 2010.

Inclusive, a Rede Globo nega haver se "inspirado" no nome da banda para produzir a novela das seis que está em exibição, "Cordel Encantado".

Apesar da extinção da parceria dos músicos do Cordel, existem aqueles que acreditam que as músicas deles são mensagens pré-apocalípticas. 

Nosso Messias, neste caso, seria o Lirinha, a quem alguns devotos encaram como o último profeta do fim dos tempos (e outros acusam de ser apenas mais um falastrão que sempre diz as mesmas coisas).

Questões religiosas à parte, é inquestionável que as músicas que o Cordel interpreta (muitas são de outros autores regionais) não soariam tão transcedentais se não fossem interpretadas pelo próprio Cordel. 

Não consigo imaginar, por exemplo, algumas músicas interpretadas por outros artistas com a mesma força etérea que o Cordel as interpreta. 

Acredito até que não se trata, apenas, de interpretação e, sim, de incorporação musical.

Mas, eu sou fã, então, minha opinião é suspeita.

Por isso, postei o vídeo de "Boi Luzeiro" para que você mesmo tire suas conclusões.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

No cinema com a Rê: o olhar em cenas


Minhas Tardes Com Margueritte (La tête en friche) 


Por Renata Pereira
 

Direção: Jean Becker
Elenco: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus e outros. 






Sinopse: As vidas de duas pessoas se cruzam de maneira singular e especial. De um lado, um homem cinquentão e semi-analfabeto e de outro, uma senhora de 95 anos apaixonada por literatura. Ambos iniciam de forma natural uma bela amizade. 











Desde seu lançamento, estava ansiosa por assistir a esta película. 

Algo de terno me motivava. 

Enfim, na última semana consegui me lançar ao cinema e me embriagar com tal sensibilidade, delicadeza e humanidade ao qual este filme suscitou. 

De certa forma, o filme apresenta questões que seriam clichês provavelmente, porém é conduzido de forma tão especial e leve que nos faz refletir sobre questões bastante complexas e que fez ou fará parte da vida de muitos e que nem sempre paramos para pensar, para sentir. 

O personagem Germain, nos apresenta já no início do filme, vários dramas com os quais tem que lidar e seguir com sua vida. 

A rejeiçãode sua mãe. 

As palavras duras, discriminatórias que sempre ouviu dela. Sua mãe dizia tantas vezes que ele era um nada, o chamava apenas de “Isso” que o sentimento de ser “um nada” o acompanhou por muito tempo e assim, acreditava que não poderia fazer algo de bom, e muito menos construir uma família, ter um filho. 

Os colegas de bar que sempre zombavam dele por não ter um vocabulário rico e por ser um homem simples, humilde e de coração imenso. 

Sim, pois Germain é um tanto rústico, porém com uma sensibilidade tamanha capaz de superar até sua dificuldade com a leitura/palavras através do amor, da amizade, de um contato tão verdadeiro. Essa amizade se deu com Margueritte. 

Uma senhora que ama literatura e tem em si a capacidade de trazer à tona cada história lida em voz alta por ela de forma muito sensível e próxima. 

Com este contato, que surge de forma simples e tão sem interesse algum, vemos nascer uma linda amizade que modifica deveras, a vida dessas pessoas. 

Para mim, ficou desse filme, o encontro. 

Encontro de almas, de vidas. 

Um encontro verdadeiro de pessoas que amam a vida e que encontraram nela alguma razão especial para vivê-la. 

Simplesmente lindo. 

A troca entre pessoas é algo que sempre alimentará a alma, a vida. 

Assista. 

Acredito que não se arrependerá. 







Renata Pereira é psicóloga e ama cinema!

Assiste de tudo, de obras "cult" até os lançamentos mais recentes da "indústria" cinematográfica.

Curte?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dicionário de símbolos

Abóboda



Celestial, união entre o céu e a terra.


Construção em forma de arco com a qual se cobrem espaços compreendidos entre muros, pilares ou colunas.
Símbolo do céu.
As abóbadas dos templos, dos mausoléus, das grandes mesquitas, dos batistérios, das salas funerárias, das cúpulas, são muitas vezes consteladas ou ornadas com imagens celestes, anjos, astros, pássaros, carros solares, etc.
Essas decorações entram em composição com o resto do edíficio para representar tudo o que é celeste no conjunto cósmico.
Geralmente repousam sobre uma base quadrada. Esta aliança entre as linhas curvas do alto e das retas das bases simboliza a união do céu e da terra.


Referência: Dicionário de símbolos. CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009. p. 6.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Paula no R.H.


Processo Seletivo
Quem nunca sentiu frio na barriga antes de participar de um? 


 Por Paula Veber


                                           REPRODUÇÃO


Existem inúmeras maneiras de conduzir um processo seletivo. 

Entretanto, tudo depende do tipo de empresa contratante e do perfil profissional  que a organização está buscando no mercado de trabalho. 

Destaco que, na maioria das vezes,  o processo seletivo tem a “cara” da empresa e o desenvolvimento do processo depende da área de atuação da organização.
 
Em minha experiência, pude observar que os detalhes dos  processos seletivos seguem o padrão organizacional de quem contrata. 

Por exemplo,  se a empresa atua no segmento de Comunicação, e está selecionando um profissional  para a área de Marketing, não será estranho se candidato fizer uso de gírias e comparecer  ao processo seletivo vestido de forma casual. Da mesma maneira, é esperado que profissionais de direito compareçam aos processos devidamente trajados com terno e gravata.
 
Normalmente, um processo seletivo possui  três etapas:
1) Dinâmicas em Grupo;
2) entrevista por competência;
3) entrevista com o gestor da área.

A Dinâmica de Grupo auxilia o processo de seleção quanto às competências que o candidato irá desenvolver no cargo desejado. O candidato é analisado, entre outras coisas, em  sua comunicação verbal e corporal,  pontualidade, postura, forma de se relacionar com o grupo, trabalho em equipe, se é mais estratégico ou mais prático e se assume um papel de líder ou de mediador na atividade. As dinâmicas auxiliam o selecionador a conhecer o perfil do candidato frente a outros profissionais, pois, busca simular o ambiente corporativo que fará parte do cotidiano do profissional no futuro.

Após a D.G., normalmente, ocorre a entrevista por competências, pois, existem muitas delas que não são possíveis de se observar em uma dinâmica (ou quando são, ficam camufladas no processo), por isso, a entrevista auxilia na identificação destas. O selecionador utiliza tal ferramenta para identificar se o candidato possui as competências necessárias, se há potencial para desenvolvê-las por si mesmo ou se necessita  de auxílio de  outrem para que elas se apresentem com o passar do tempo. É por isso que são solicitados exemplos de situações que o candidato já vivenciou, pois, através do desenvolvimento da entrevista é possível averiguar como o profissional lidou com determinada situação e os resultados que obteve a partir das decisões que tomou. 
 
A última etapa serve para que o gestor (normalmente, o profissional  para quem o candidato irá se reportar após aprovado no processo seletivo)  averigue o "peixe" que o candidato está vendendo. Nesse momento, o candidato deve apresentar seus argumentos da maneira clara e eficaz, não  esquecendo que, essa etapa conta, ainda, com  empatia, afinidade, ideias para a função que será ocupada e planos para as atividades que serão realizadas.

É preciso ressaltar, mais uma vez, que tudo depende da cultura organizacional da contratante,  o quê, certamente, irá influenciar a forma  de conduzir  o processo seletivo.

É válido lembrar, também,  que os processos acontecem para que as empresas conheçam  um pouco do perfil dos profissionais que contratam, bem como, as competências que possuem  e para que haja contato prévio (ainda que breve) com a personalidade do profissional. 

Ademais, sugiro calma, concentração, paciência e foco nos objetivos para que o candidato não seja vencido pela própria inabilidade em lidar com o processo seletivo.

Abraços.



Paula Veber é psicóloga e Consultora em Recursos Humanos.

Tem dúvidas sobre algum assunto relacionado a R.H.?  

Escreva para ela: psicoisinhas@gmail.com

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dicionário de símbolos

Ablução



Purificação ritual através da água, apropriação da força invisível das águas.



Na Ilíada (poémica épico grego, cuja autoria é atribuída a Homero, que narra os acontecimentos ocorridos por mais de 50 dias durante o décimo e último ano da Guerra de Tróia), lavar as mãos é um gesto de purificação ritual.
É um símbolo de purificação através da água.
Para Pilatos, simboliza uma recusa de responsabilidade, mas não a legitima.
Nos hinos homéricos, a ablução não basta para lavar a consciência das faltas morais.
Com a ablução, assimilam-se as virtudes da fonte: as diversas propriedades das águas comunicam-se àquele que delas se impregna; elas purificam, estimulam, curam, fecundam.
A ablução é um meio de apropriar-se da força invisível das águas.


Referência: Dicionário de símbolos. CHEVALIER, Jean & GHEERBRANDT, Alain. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009. p. 5-6.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Paula no R.H.


Carreira em RH 
 

                                                                    REPRODUÇÃO
Por Paula Veber


Queridos leitores,
 
Você sabe como se dá o processo de evolução da carreira de um profissional em RH?

É comum encontramos administradores e psicólogos na área de Recrutamento & Seleção. Isso não significa que não tenhamos outras profissões no ramo, pois,  eu mesma já me deparei com fisioterapeutas, pedagogos, publicitários, entre outros.

Mas qual o caminho mais corriqueiro a ser percorrido por um profissional de RH?
 
Enquanto cursam a graduação, todos os alunos, independente da faculdade que escolheram, se  deparam com as áreas possíveis de atuação no futuro e procuram  se identificar com algumas e eliminar as que menos chamam à atenção. 

O caminho profissional passa, normalmente, pelo estágio, que comprova se a identificação  acadêmica se confirma no exercício da profissão. Através do estágio, é possível perceber se   devemos desenvolver nossas habilidades naquilo que escolhemos ou se é necessário procurar algo novo. 
 
Após a conclusão da faculdade, o profissional pode estar qualificado para atuar como  Analista de RH, Consultor de RH, Selecionador, entre outros, uma vez que, a nomenclatura das funções e a hierarquia dentro da empresa depende da cultura organizacional.

Não existe um modelo padrão ou uma regra a ser seguida por todas as empresas. 

Algumas culturas encaram o Analista como aquele que “analisa” o trabalho solicitado, entende a demanda e busca alcançar o objetivo.

O Consultor, por sua vez, possui o papel de caráter consultivo, ou seja, ele entende a demanda e busca auxiliar seu cliente, o orientando quanto a melhor forma de buscar o profissional  que deseja no mercado de trabalho.

O Selecionador, na maioria das empresas, tem função muito parecida com a de um analista, já que as nomenclaturas podem indicar apenas posições dentro da hierarquia e, não, funções distintas. 
 
Quem deseja constituir carreira na área de Recursos Humanos, precisa, inicialmente ,definir qual área quer seguir e a partir daí traçar objetivos, como por exemplo, fazer uma especialização, uma pós-graduação, MBA, ou todos esses. 

Contudo, é necessário ressaltar que somente os psicólogos estão aptos a aplicar e corrigir testes  psicológicos, sendo essa prática terminantemente proibida aos demais profissionais.  Por isso, apenas o profissional graduado em Psicologia pode buscar meios de aprimoração e de se tornar especialista nessa área.

Existem vários caminhos e  cada profissional traça o seu. 
 
Mas, o mais importante é definir o que se quer para o futuro e traçar  metas. 

Assim, o profissional  poderá crescer e se desenvolver com maior facilidade e esse conselho não serve apenas para o plano de carreira, mas, também para quaisquer áreas de nossas vidas.






Paula Veber é psicóloga e Consultora de Recursos Humanos.

Tem dúvidas sobre algum assunto relacionado a R.H.?  

Escreva para ela: psicoisinhas@gmail.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Amanda comenta

Quase 49 anos depois...

 

Por Amanda Borba

 

Pois é, queridos leitores, a história se repete. Santos e Peñarol disputarão a final da Copa Libertadores deste ano.

Vamos entrar no túnel do tempo...

Em 1962, o Santos venceu a sua primeira Libertadores em cima do Peñarol do Uruguai em três jogos eletrizantes:





Este vídeo mostra imagens dos três jogos entre Santos e Peñarol na final da Taça Libertadores de 1962.

O primeiro jogo foi no lendário estádio Centenário, em Montevideo. O Peixe venceu o Manya por 2 a 1. O segundo jogo aconteceu na Vila Belmiro e o Peñarol venceu o Santos por 3 a 2 em um jogo equilibradíssimo. A terceira e última partida foi realizada no estádio do River Plate, o Monumental de Nuñez. Infelizmente, neste dia o Santos não deu a menor chance para os carboneros, vencendo a partida por 3 a 0, sagrando-se campeão daquele ano.

Mas a revanche dos “charruas” aconteceu três anos depois, na semifinal da Libertadores de 1965. No primeiro jogo, o Santos venceu por 5 a 4 no Pacaembu. Porém, desta vez o time santista não resistiu ao forte esquadrão uruguaio, que venceu a segunda partida no Uruguai por 3 a 2, e a terceira partida, na prorrogação, por 2 a 1, no estádio Monumental de Nuñez.

Além da Copa Libertadores, Peñarol e Santos se enfrentaram em 1968 e 1969 no triangular da Zona
 Sul-Americana da Recopa dos Campeões Intercontinentais, com um título para cada lado.

Nos anos 60, ambos os times eram esquadrões, verdadeiros timaços. Se a linha de frente do Peixe era composta por Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, a linha de frente do Manya também era sensacional, tendo Abbadie, Pedro Rocha, Spencer, Sásia e Joya.

Bom, o fato é que 48 anos depois as duas equipes decidem mais uma vez a Copa Libertadores. Porém, o Peñarol não é mais aquele dos anos 60. É apenas o Peñarol do bom jogador uruguaio Matias Mier.

O Santos também não é mais aquele, porém tem uma equipe muito melhor que a do Peñarol e além disso conta com o talentosíssimo (e mala) Neymar, que vem fazendo a diferença para o time praiano.

Muitos devem estar pensando: “Então o Santos já pode comemorar o seu terceiro título da Libertadores?”. Claro que não, né. Este time do Peñarol é completamente imprevisível e difícil de avaliar. Mesmo jogando mal, eles sempre acabam encontrando um gol que ninguém nem espera. Depois recuam, seguram o resultado e jogam no contra-ataque. Foi assim com os colorados gaúchos e com os fortineros argentinos.

Aliás, quem viu os dois jogos contra o Vélez percebeu nitidamente que o time argentino foi melhor nos dois jogos, porém não soube aproveitar as oportunidades que surgiram. E quem assistiu o segundo jogo em Buenos Aires, viu o bizarro pênalti cobrado pelo uruguaio Santiago Silva (que jogou no Corinthians, mas foi tão insignificante que os corintianos nem se lembram dele e com razão). O pênalti foi um horror, praticamente decretou a eliminação do Velez.


A maior bandeira do mundo é da torcida do Peñarol. Não só a maior, mas a mais bonita também.

O fato é que Inter e Vélez também eram melhores e se ferraram. O Santos é muito melhor, mas vai ter que lutar (muito) para vencer os aurinegros.

Também é importante lembrar que o Peñarol só será dado como “morto” quando o juiz apitar o fim da segunda partida, pois os carboneros já ganharam mais de uma Libertadores com gols nos minutos finais. Viradas inesperadas são com eles mesmo.

Fora do Uruguai, poucos amantes do futebol são capazes de entender a importância histórica que tem o Peñarol.

Sabe o famoso "Maracanazo"? Não é exagero dizer que a seleção uruguaia era todo o time carbonero: do lendário Obdúlio Varela ao ponta esquerda Alcides Ghiggia, o “iluminado” que fez o gol do título do Uruguai sobre o Brasil em pleno Maracanã na Copa do Mundo de 1950. Ou seja, o Peñarol fez 200 mil torcedores se calarem e chorarem no Maracanã. Mas isso é só uma parte da grandiosa história deste clube. 

Imagens da histórica final da Copa do Mundo de 1950, o famoso “Maracanazo”. Espero que em 2014 aconteça “o retorno do Maracanazo”, só que dessa vez que seja com a Argentina de Messi como campeã. rsrsrs

Por isso digo que quem tem um mínimo de respeito pela história do futebol sul-americano, certamente olhará com muito carinho para Peñarol.

Como já declarei aqui neste blog, o meu time no Uruguai é o glorioso Peñarol, por isso não vou esconder de ninguém a minha torcida. Eu sei que será difícil, mas para a velha raça uruguaia nada é impossível.

Dale Peña!

Para finalizar, deixo a canção “Solo le pido a Dios”, uma letra lindíssima que fala de humanidade e que foi escrita por Leon Gieco e interpretada magistralmente por “La Negra” Mercedes Sosa. Essa canção tornou-se um dos temas da torcida carbonera, porém com uma letra diferente.







quinta-feira, 2 de junho de 2011

Biju, a Diva!


As perninhas da Alicia


 Por Biju Veber Castro.


Depois de passar sete dias viajando pela Ásia com o Nino, decidi que era hora de voltar à realidade e continuar com minha carreira de atriz, modelo, apresentadora, bailarina,  revendedora de Avon e escritora (com textos traduzidos para mais de dezessete idiomas!).

Como vocês já devem imaginar, sou fã incondicional de casacos de pele (a  minha pele intacta, de preferência) e também de moda!

Eu gosto muito de moda! 

Gosto de ler revistas, ver fotos, artiguinhos, desfiles, essas coisas...

Estava xeretando no blog da Vogue e me deparei com a matéria "Como comprar em brechós, por Alicia Kuczman". 

Lógico que eu li, né, gatinhas! 

Afinal, gata que é gata não pede uma boa oportunidade de pechinha.

Porém, quando avancei na leitura e fui ver a foto da tal Alicia percebi, pelas perninhas dela, que se tratava de uma modelo. 

Porque, modelo, a gente reconhece pela fineza das pernas!

                             REPRODUÇÃO
Olhem a grossura dos braços inferiores, digo, das coxas da Alicia.

Eu sei que o pré-requisito para ser top é ter perninhas que mais se assemelham a braçinhos de criança, mas,  até eu que sou bicho, vez ou outra, apelo para o bom senso. Quase ninguém tem perninhas tão fininhas assim. Nem eu, Biju, que sou uma modelo quase intergalática!

Como forma de mostrar minha indignação com a magreza extrema, amplamente defendida e divulgada por essas revistas, pensei em realizar alguns atos políticos de contestação...

Pensei em boicotar a Vogue, mas, conclui que seria um boicote solitário (a revista continuaria vendendo horrores).

Pensei em fazer dieta para ficar igual à Alicia, mas, desisti diante do prato de Wiskas Sachê

Pensei em não mais espiar revistas de moda e cheguei à conclusão que não resistiria à tentação. Vou acabar vendo algumas...

Pensei, pensei, pensei.. mas, como também não pensei tanto assim, logo, logo, acabarei esquecendo esse assunto.

E, acredito, que as revistas de moda nunca mudarão seu padrão inatingível de beleza corporal! E eu, mesmo assim, continuarei lendo todas!
É, gatinhas... há tanta cobrança para parecermos ter menos idade do que realmente temos, como se envelhecer fosse algo criminoso e  ter gordurinhas, altamente vergonhoso.

Fora os furinhos de celulite, né? O novo motivo para suicídio!

Melhor esquecer a moda por uns tempos e, como eu disse no início deste post, voltar à realidade!

Porque como já ouvi dizer: "revistas de moda e beleza só servem para dizer que você é feia". 

Eu completo: "feia e pobre".

Bem, meninas, quando não mais compararmos nossas pernocas com as franzinas da Alicia, seremos, certamente, muito mais felizes!

Vai um fondue de Wiskas, aí?

Beijos da Biju.



 

 


Biju, ao desembarcar esta manhã, no aeroporto de Guarulhos, tentando se esconder dos paparazzi de plantão.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dicionário de símbolos

Abismo


                                                            REPRODUÇÃO
Caos, trevas, união mística, dualismo entre trevas e luz, inconsciente.
Tanto em grego como em latim, designa o que é sem fundo, o mundo das profundezas ou das alturas indefinidas.

Nos textos apócrifos (aqueles não reconhecidos como divinamente inspirados ou sagrados pela religião que se professa), o abismo simboliza os estados informes da existência.

Simboliza o caos tenebroso das origens das trevas infernais dos dias derradeiros.

No plano psicológico, pode corresponder à indeterminação da infância, à indiferenciação da morte e à decomposição da pessoa. Entretanto, pode indicar, também, a integração suprema na união mística.

Há um abismo nas alturas, bem como, o há nas profundezas; um abismo de ventura e luz como de infelicidade e trevas. Todavia, o sentido de elevação apareceu posteriormente ao de descida.

Entre os sumérios, Enki  flutua sobre o abismo. 


Enki, deus das águas doces e Senhor do Mundo.
  
Para os acádios, Tiamat é quem coloca monstros à entrada do abismo. 

Tiamat, deusa das mitologias babilônica e sumérica, representada por uma serpente marinha ou um dragão.

Biblicamente, o abismo é concebido como um monstro, o Leviatã, como está escrito no capítulo 41, do livro de Jó.

Monstro marinho constante nas mitologias antigas, como a judaica e a fenícia, por exemplo.
O abismo está presente em todas as cosmogonias (do grego "cosmo" - universo - e "gonia - nascimento, é o termo que abrange as diversas lendas e teorias sobre as origens do universo de acordo com as religiões, mitologias e ciências), na forma da gênese e do fim da evolução universal. Este último, como os seres mitológicos, engole os seres para depois vomitá-los, transformados.

As profundezas do abismo evocam o país dos mortos e o culto à Grande Mãe Ctoniana (do grego "khton" - terra. Refere-se às divindades do inferno ou do subterrâneo - dos abismos: Pérsefone, Hécate, Hades, Deméter, por exemplo).

Jung se apóia nesse antigo fundo cultural ao estabelecer uma conexão entre o símbolo do abismo e o arquétipo maternal (imagem) da mãe amante e terrível.

Nos sonhos, o abismo evocará o imenso e poderoso inconsciente; aparecerá como um convite às profundezas da alma, para livrá-la de seus fantasmas ou deixar que eles se soltem.

Fontes: 

CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009. p. 5.
http://pt.wikipedia.org/

terça-feira, 31 de maio de 2011

Galúcio, o filósofo






"O homem sonha monumentos e só ruínas semeia para pousada dos ventos".
Paulo Eiró

Paula no R.H.


A atuação do psicólogo na organização empresarial


Por Paula Veber
 
                                           REPRODUÇÃO

Olá, queridos leitores!

Você sabe como atua o psicólogo em uma organização empresarial? 

A Psicologia Organizacional estuda os fenômenos psicológicos presentes nas organizações e o psicólogo inserido nesses contextos está ligado à gestão dos Recursos Humanos na empresa. 
 
Em uma organização, o psicólogo pode atuar em diversas áreas, como por exemplo, recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, clima organizacional, desenvolvimento de competências, entre outras. 

Trata-se de um campo amplo e que a cada dia ganha mais espaço no mercado de trabalho.

Antes, os psicólogos eram requeridos pelas organizações devido  aos  conhecimentos  psicotécnicos que possuíam, os quais, eram normalmente utilizados em processos de seleção.

Atualmente, essa ferramenta ainda é bastante utilizada, mas, se trata apenas  de uma entre os inúmeros recursos que podem utilizar. 

Tá... mas qual é a importância do psicólogo em uma organização? 

Durante sua formação, os futuros psicólogos devem aprender como desenvolver  olhar técnico e cuidadoso em relação ao  “objeto de estudo”, ou seja, o ser humano em toda sua essência.

É importante esclarecer que, mesmo em uma organização, o foco do psicólogo  continua o mesmo, ou seja, a atuação do profissional será voltada para as pessoas que trabalham na empresa.

O psicólogo precisa “olhar” para todas as situações de maneira a definir  formas de  auxiliar, melhorar, proporcionar bem estar e  contribuir positivamente com a organização, procedimentos e colaboradores.

Abraços corporativos.




Paula Veber é psicóloga e Consultora de Recursos Humanos.

Tem dúvidas sobre algum assunto relacionado a R.H.?  

Escreva para ela: psicoisinhas@gmail.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Amanda comenta


Barça! Barça! Barça!


Por Amanda Borba


    REPRODUÇÃO


Olá, caríssimos leitores!

Neste último sábado aconteceu a final da competição de clubes mais importante do mundo: a UEFA Champions League.

O Barcelona venceu o Manchester United da Inglaterra, por 3 a 1, e confesso que escrevo este texto com o coração cheio de felicidade.

Além de são paulina, torço pelo Liverpool na Inglaterra, pelo Napoli na Itália, pelo Boca Juniors na Argentina, pelo Peñarol no Uruguai e pela Seleção Argentina. E como todos podem perceber na Espanha eu sou Barcelona.

Nos últimos anos, o Barça é o único time que me faz vibrar e torcer com satisfação. Eu tenho prazer em ver essa equipe jogar. Aliás, quem gosta de futebol, DE VERDADE, com certeza se encanta com esse time e com o seu espetacular toque de bola.

Antes de começar a falar um pouco do jogo, quero dizer que nada no futebol se compara a uma final de Champions League. Nem mesmo final de Copa do Mundo (geralmente as finais costumam ser chatíssimas). Sem dúvida alguma é um dos maiores espetáculos da Terra!


Este é o hino da Liga dos Campeões da UEFA. A canção chama-se simplesmente "Champions League" e é uma adaptação feita pelo compositor inglês Tony Britten da música "Zadok the Priest" de George Frideric Handel. Em 1992, a UEFA contratou Britten para criar um hino para a Liga dos Campeões. O hino é cantado em três idiomas: alemão, francês e inglês.

Falando um pouco da final, nos primeiros 10 minutos de jogo, o Manchester conseguiu pressionar o Barcelona. Mas depois, os “diabos vermelhos” viraram “anjinhos”. O Barça passou a ser o dono do jogo e abriu o placar com o gol de Pedro Rodríguez.

Entretanto, por um pequeno instante, o Manchester ameaçou a supremacia blaugrana. Rooney, com um gol irregular, empata a partida. Mas ficou só nisso. No segundo tempo, o Barcelona massacrou e Messi “mitou” como sempre. Fez o segundo gol, chutando de fora da área, e começou a jogada do terceiro gol de David Villa.

Barça campeão da Champions League pela quarta vez!


Este vídeo mostra imagens e gols dos quatro títulos da UEFA Champions League conquistados pelo Barcelona.

Porém, o momento mais bonito da festa blaugrana foi o fato do capitão Puyol ter deixado o companheiro de time, Abidal, recém-operado de um tumor no fígado, erguer a taça. Foi de emocionar. Lindo demais!

Ao longo dos 111 anos, o distintivo do Barcelona sofreu diversas alterações. Este é o escudo atual: a cruz vermelha representa a Cruz de São Jorge (padroeiro da Catalunha); a bandeira amarela e vermelha representa a Catalunha; e o espaço azul e grená representa as cores do uniforme do clube.

O Futbol Club Barcelona foi fundado em 29 de novembro de 1899, pelo suíço Hans Gamper, que colocou um anúncio no jornal revelando o seu desejo de criar um clube de futebol na cidade.

Em seus 111 anos de história, o Barça é o representante de milhões de pessoas de todo o planeta e um símbolo de identidade tanto esportivo, como também social, politico e cultural.

Como já dito anteriormente neste blog, o Barcelona tornou-se um ícone da cultura catalã a partir da ditadura franquista, quando foi proibida qualquer manifestação cultural que não fosse castelhana, tanto que um dos poucos lugares em que se podia falar catalão era o estádio do Barça. O lema més que un club, adotado em 1968, simboliza esta ideia. Também estão presentes na faixa de capitão do time as cores da bandeira da Catalunha.

Esses acontecimentos históricos são importantíssimos e devem ser levados em consideração. Não tenho muito que dizer a respeito disso. Eu não gosto de monarquia, acho que todas as culturas devem ser respeitadas, mas detesto quando ideias nacionalistas e separatistas começam a aparecer. É uma pena que atualmente a Catalunha esteja sendo governada pela ala direitista, conservadora, nacionalista e xenófoba. O Barcelona, mesmo sendo catalão, continua sendo um clube espanhol. Aqui no Brasil, não achamos ridículo quando vemos brasileiros cantarem o hino do seu estado no lugar do hino nacional e ainda por cima exigirem a separação da região? Ou quando paulistas, cariocas, gaúchos, ou quem quer que seja, ofendem pessoas de outros estados? Não é horrível isso? Pois, então, infelizmente esta é a situação atual da Catalunha.

Bom, apesar de tudo isso, o Barça é um time que representa muito mais que a Catalunha e é visto por muitas pessoas, até mesmo por causa de fatos históricos, como um clube defensor dos direitos e das liberdades.

Enfim, um clube que já teve Cruijff, Maradona, Laudrup, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Luís Figo, Ronaldinho Gaúcho e agora o genial Lionel Messi, merece todo o respeito e admiração. E o melhor de tudo é o fato de proporcionar a todos os amantes do futebol o prazer de ver um dos maiores times da história do esporte bretão e o melhor time, até então, do século XXI.

E deixo aqui a frase do mosaico apresentado pela torcida barcelonista nesta final: We Love Football.

Pois é, eu também amo o fantástico futebol desse time e, em especial, o futebol de Lionel Messi.

Visca el Barça!!!


Hino do FC Barcelona cantado em catalão.